Produção: In-Impetus
Encenação, Tradução/Adaptação, Espaço cénico:
Graça P. Corrêa
Assistência de encenação e Desenho de luz: António Sofia; Assistência de encenação-estágio: Elma Hache; Apoio Vocal LucianaRibeiro; Figurinos: Tatiana Azevedo; Desenho Vídeo: António Sofia; Operação de Luz:Nelson Dias; Técnico de Palco e Operação de Som: Doutor Ailton; Comunicação: Andréa de Marco; Produção: Paula Ribeiro e Daniela Marques; Fotografia: João Pedro Frazão; Cubos pela designer e pintora: Elizabeth Almeida. Com: Ana Isabel Delgado, Catarina Bessa Ribeiro, Ana Cláudia Cardoso, Diana Canha, Filipa Matos Silva, Marta Bettencourt, Marta Moutinho, Pedro Maralma, Rita Paizinho, Sara Gouveia, Tiago Gouveia, Vasco Águia.
Intitulada Respira, esta produção consistiu na adaptação de Graça P. Corrêa da peça Lungs de Duncan Macmillan (2011), para 13 atores (10 mulheres e 3 homens). Embora aparentemente centrada nas alterações climáticas, Respira entrelaça ecologias pessoais, sociais e ambientais. Em termos ecocríticos, Respira é uma obra corajosa, direta e intervencionista que aborda explicitamente a sobrepopulação humana, ou “o último verdadeiro tabu” na conceção e mudança ecológicas. Apesar do consenso generalizado de que a sobrepopulação humana é o principal factor responsável pelas alterações climáticas, este tema continua a ser extremamente controverso no debate ecológico, desviando o foco para o desenvolvimento de novas tecnologias energéticas. Na ação da peça, uma mulher (M) e um homem (M) discutem se devem ou não ter uma criança, principalmente devido ao impacto ambiental que tal decisão acarreta. Ambos são ambientalmente conscientes: reciclam, são vegetarianos, fazem doações a instituições de solidariedade, utilizam lâmpadas de baixo consumo, votam, participam em marchas de protesto e decidem optar por bicicletas em vez de automóveis. Todo este comportamento, no entanto, é manifestamente insuficiente para impedir as desigualdades sociais e a degradação ecológica.
2024
