AUTOMATA . de Graça P. Corrêa

Produção: In-Impetus

Encenação & Espaço Cénico:

Graça P. Corrêa

Assistência de Encenação: António Sofia; Realização vídeo: José Teresa Marques; Pós-produção vídeo: Pedro Alves da Veiga e António Bagorro; Apoio vocal & locução spots: Luciana Ribeiro; Figurinos: Sílvia Moura; Luta: Mestre Eugénio Roque; Apoio movimento: Inês Jacques; Desenho e Operação de Luz + Som: João Pitarma; Operação Vídeo: Paulo Pinho; Direção de Cena: Dina Moreira; Cartaz + Folha de Sala: Luís Balula; Fotografia: José Teresa Marques e António Bagorro; Com: Tiago Duarte, Isabela Valadeiro, David Andrade, Raquel Espírito Santo, Gonçalo Maurício, Joana Rodrigues, Vanessa Marques, Isabel Caldeira Pinto, Sílvia Moura, Inês Ferreira da Silva, Ana Rita Heleno, Elisabete Gradiz, Rita Seco, Joana Lajas.

 

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Escrevi esta comédia com um propósito crítico, porque senti vontade de desafiar o público e os fazedores-estudantes de teatro a questionar o lugar e o papel da mulher na sociedade actual e futura, bem como a contestar a doutrina técnico-científica que quotidianamente se vai entranhando em nós. Como argumentou Walter Benjamin (Sobre o Conceito de História, 1940), o progresso tecnológico acompanhado de regressão social só poderá redundar numa terrível catástrofe.

FESTA . a partir de Harold Pinter

Produção: In-Impetus

Tradução/Adaptação, Encenação & Cenografia:

Graça P. Corrêa

Assistência de Encenação: António Sofia; Apoio Vocal: Luciana Ribeiro; Desenho de Luz: João Pitarma; Figurinos: Cátia Pinto; Fotografia: António Bagorro; José Teresa Marques; Produção: In-Impetus; Com: Carlos Colaço, Catarina Ramos, Dina Moreira, Santiago Ceia, Inês Sá Leal, Miguel Coutinho, Pedro Jesus, São Nogueira, Sílvia Moura, Susana Peseiro, Victhor Börrén Dias.

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Em Party Time (1991) e Celebration (2000) – duas peças fundidas nesta Festa – Pinter aborda a sociedade dos elegantes, célebres e poderosos. Com uma ironia mordaz, retrata a crueza e a violência latentes sob o familiar verniz das boas maneiras e das convenções sociais que regulam o status quo. Reminiscentes de Buñuel, ambas as peças são premonitórias de um tempo—o tempo que hoje vivemos—em que os poderosos do mundo já fizeram estalar esse verniz. Agora, tal como na Festa, homens e mulheres de poder revelam-se afinal, não apenas grotescos e patéticos, mas também extremamente perigosos quando validam e defendem regimes morais, económicos e políticos que ignoram os valores éticos mais elementares.

Dezembro 2016

FILHOS DA LUA . a partir de Tennessee Williams

Produçâo: Chão de Oliva

Tradução/Adaptação, Encenação & Cenografia:

Graça P. Corrêa

Assistente de Encenação: António Sofia; Apoio às cenas de luta: Eugénio Roque; Composição musical: Carlos Marques; FotografiaAntónio Bagorro; José Teresa Marques; Produção: Chão de Oliva; Com: Alexandra Diogo, Nuno Machado.

 

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Uma viagem ao universo ficcional e poético de Tennessee Williams. Partindo de três peças em um acto, revisitam-se as paisagens afectivas e os grandes temas recorrentes na sua obra: a procura do Outro, o sonho, a revolta e a consciência de algo mais belo e vasto do que a realidade humana. Numa estética de realismo poético, dois actores dão corpo a uma alegre e trágica galeria de lunáticos, noctívagos, boémios, amantes e sonhadores. Nas palavras de Tennesse Williams, são estes os habitantes do “país do dragão”, um lugar povoado de personagens que nos revelam a sua inquietação, a sua solidão, a sua humana fragilidade e os seus sonhos de liberdade.

Junho 2016

Save

SINAIS DE NEVOEIRO . a partir de Tennessee Williams

Produção: In-Impetus

Tradução/Adaptação, Encenação & Cenografia:

Graça P. Corrêa

Assistência de encenação: António Sofia; Apoio vocal: Luciana Ribeiro; Apoio às cenas de luta: Eugénio Roque; Iluminação: Gonçalo Ribeiro; Operação som e luz: João Pitarma; FotografiaAntónio Bagorro; José Teresa Marques; Produção: In-Impetus; Com: António Sofia, Bárbara Rosa, Carlos Colaço, Dina Moreira, Liliana Fonseca, Mauro Nunes, Pedro Jesus, Pedro Sales, Raquel Pereira, São Nogueira, Sílvia Moura.

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O texto do espectáculo partiu de Small Craft Warnings (1972), introduzindo passagens de Sweet Bird of Youth (1959), The Night of the Iguana (1961), Tiger Tail (1977) e Vieux Carré (1977).  Surge este exercício do desejo de revisitar as paisagens afectivas do dramaturgo norte-americano pela intensidade emocional e sensorial que sugerem, num registo sempre muito humano e, por isso mesmo, cómico-dramático.

Maio 2014

CASAMENTO EM JOGO (Marriage Play) de Edward Albee

Teatro da Trindade 

Tradução e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Ana Vaz; Luz: João Paulo Xavier; Som: Rui Santos; Direcção Técnica: Carlos Garcia; Assistência de encenação: Helder Bugios; Apoio às cenas de luta: Eugénio Roque; Produção: Fundação INATEL – Teatro da Trindade; Com: Cucha Carvalheiro e Rogério Samora.

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Peça que suscita múltiplas reflexões a partir da realidade doméstica de um casal heterosexual normativo. Jogo marital, jogo amoroso, jogo agressivo, jogo trágico que expõe as convenções e os limites claustrofóbicos das relações conjugais num universo emocional em que ‘paixão’ e ‘moderação’ (opostos que estão na origem do teatro trágico da Antiguidade) estabelecem correspondências complexas de oposição e complementaridade.

Junho 2010

SELVAGENS (Savages) de Christopher Hampton

CCB – Centro Cultural de Belém

Tradução, Dramaturgia e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Desenho de Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Apoio Coreográfico: Águeda Sena; Assistentes de Produção: Melânia Ramos e Ana Galamba; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Financiamento: Ministério da Cultura; Com: Cristina Carvalhal, António Rama, António Filipe, Luís Gaspar, Adriano Carvalho, Carlos Aurélio e Gonçalo Portela.

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A peça Selvagens foi inspirada em reportagens jornalísticas, documentários e estudos antropológicos sobre o Brasil e a questão da Amazónia. A acção principal desenrola-se em torno do confronto entre os valores humanistas de um poeta e diplomata inglês e as ideologias de um extremista brasileiro. Entre os dois desenvolve-se uma estranha aproximação, quase uma troca de papeis, que leva os espectadores a perceber a fina linha divisória que, em situações extremas, separa a democracia da barbárie. Em pano de fundo, a poesia da vida índia é o contraponto e o único testemunho de uma cultura irremediavelmente ferida.

Julho 2003

QUEIMA ISTO (Burn This) de Lanford Wilson

Teatro Nacional D. Maria II . Sala Estúdio 

Tradução e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Apoio às cenas de luta: Eugénio Roque; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Co-Produção: Teatro Nacional D. Maria II; Financiamento: Ministério da Cultura; Com: António Filipe, Elsa Galvão, Fernando Luís, Paulo Nery.

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Comédia dramática sobre relações improváveis, Queima Isto explora os caminhos pessoais e os riscos necessários de quem deseja empreender uma vida criativa. A acção desenrola-se num loft no Lower East Side em Manhattan, onde co-habitam Larry (artista publicitário) e Anna (bailarina e coreógrafa) cuja relação constitui o pano de fundo relacional da peça, entre um homem gay e uma mulher independente. O choque entre Burton (noivo de Anna) e Pale (seu amante ocasional) é o catalizador do conflito que irrompe quando pessoas vindas de mundo diferentes colidem. Ao explorar a natureza do erotismo, do sexo e do amor na cultura contemporânea, a peça desafia os actos quotidianos da vida a tornarem-se em gestos artísticos genuínos, para em seguida os dissipar, como quem “queima isto”.

Maio 2002

CÂMARA ARDENTE (The Hothouse) de Harold Pinter

Capital-Artistas Unidos

Tradução e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Pesquisa de Financiamentos: Pedro de Freitas; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: António Filipe, António Rama, Carlos Aurélio, Elsa Galvão, Gonçalo Portela, Pedro Matos.

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Comédia negra sobre o poder institucional, as suas perversões, as suas hierarquias, os jogos de poder mais ou menos subtis, as pulsões mais ou menos eróticas. Escrita em 1958, mas posta de parte para “posterior deliberação”, Câmara Ardente foi apresentada pela primeira vez em 1980, numa encenação do autor. Nas suas palavras: “É uma peça que tinha de ser escrita. Quando a escrevi poderia ter sido considerada uma fantasia. Mas agora tornou-se realidade. Trata-se de uma peça essencialmente acerca dos abusos da Autoridade.”

Outubro 2001

ELEANOR MARX de Graça P. Corrêa

CCB – Centro Cultural de Belém

Auditório do Bescénico (reposição)

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: Pedro Marques; Som: Carlos Arroja; Direcção Técnica: Paulo Cacheiro; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Co-Produção: Fundação das Descobertas / Centro Cultural de Belém; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Ana Lacerda, Ângelo Torres, António Filipe, Carlos Aurélio, Cristina Carvalhal, Elsa Galvão, Helena Flor, José Neves, Luciana Ribeiro, Pedro Carmo.

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Texto inédito que emergiu de uma pesquisa sobre a filha mais nova de Karl Marx. Baseando-se em factos reais, a peça revela instâncias da vida privada dos Marx, bem como de algumas personalidades conhecidas do círculo londrino nos finais do século XIX, como Bernard Shaw, May Morris, Paul Lafargue e William Thorne. Numa trama de teatro dentro do teatro, o texto contrapõe esta sociedade “fin-de siècle”, em que se discutem alternativas colectivas para a organização da sociedade, ao tempo presente, bastante mais individualista e pragmático.

Agosto/Setembro 1999

ZERO HORAS de Graça P. Corrêa

Palácio da Independência

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: João d’Almeida; Sonoplastia: Graça P. Corrêa; Fotografia: Pedro Soares; Assistente de produção: Eugénia Martins; Produção: ArtCom; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Carla Chambel, Flávia Gusmão, Gonçalo Portela, Isabel Abreu, José António Alves, Marco d’ Almeida, Pedro Matos, Vanessa Agapito.

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Noite suspensa. Numa antiga mansão no norte de Portugal, rodeada por bosques centenários e presenças misteriosas, quatro homens e quatro mulheres inventam jogos de provocação para ocupar o tempo vazio. Compelidos a conviver num espaço fechado – uma antiga capela, lugar de sepultura dos antepassados – talvez não estejam tão sós como pensam, ou talvez os jogos sejam fatais. Um conto gótico da actualidade, da troca de atitudes sexuais, de estranhos acontecimentos e de uma possível morte.

Setembro 1998

ABSURDO SINGULAR (Absurd Person Singular) de Alan Ayckbourn

Auditório do Bescénico

Tradução/Adaptação, Dramaturgia & Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: José Teresa Marques; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: Carlos Arroja, Paulo Cacheiro; Som: André Cunha; Produção e financiamento: Bescénico/Banco Espírito Santo; Com: António Guedes, Cristina Dias, Ezequiel Coelho, Filipa Veiga, João Silvestre, José Manuel Marques, Patrícia Domingues, Teresa Rouxinol.

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Três Natais. Três casais. Três estratos sociais. Três cozinhas. Uma alta comédia.

Maio 1999

FÉLIX (Harvey) de Mary Chase

Auditório do Bescénico

Adaptação, Dramaturgia e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: José Teresa Marques; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: Ruka Marcelino; Som: Pedro Moura; Montagem: Mário Correia, António Assunção; Produção e financiamento: Bescénico/Banco Espírito Santo; Com: Catarina Barros, Dionísio Marçal, Eugénia Martins, João Ribeiro, João Silvestre, Luis Cavaco, Lurdes Silvestre, Nuno Barros, Patrícia Domingues, Silvino Lopes, Telma Rochate.

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A possibilidade do delírio como expressão. Uma alta comédia de estrutura clássica, cuja temática incide sobre os preconceitos morais e as atitutes sociais face à diferença e àquilo que se considera ser ‘loucura’. Em cena, encontram-se pessoas ‘normais’ e muito respeitáveis que no entanto reagem de forma irracional e absurda quando confrontadas com o homem que ousou ser diferente.

1998

MORTE E A DONZELA (Death and the Maiden) de Ariel Dorfman

Convento do Carmo – Universidade de Évora

Encenação e Espaço Cénico:

Graça P. Corrêa

Figurinos: Cendrev; Luz: Octávio Oliveira; Som: Miguel Cristiano; Produção executiva: Sonia Micaela; Produção: ArtCom; Co-produção: Universidade de Évora; Com: Ana Cavaco, Carlos Marques, Jaime Beja, Luís Proença, Melânia Ramos, Rita Ferreira, Sandra Santos.

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Nas palavras de autor “Um homem, cujo carro avaria na estrada, é ajudado por um estranho que o ajuda e o leva até sua casa. A esposa desse homem, acreditando que reconhece a voz do torturador que a violou alguns anos antes, durante a ditadura, sequestra-o e decide fazer-lhe um julgamento. O que acontece quando as mulheres tomam o poder?” Numa altura em que o general Pinochet estava a ser processado pelo seu passado, esta produção da peça de Ariel Dorfman provou ser uma experiência enriquecedora para os actores e espectadores portugueses, tendo promovido um debate sobre as consequências sociais profundas e os difíceis processos de transição após um longo período de ditadura.

Junho 1998

LA RONDE de Arthur Schnitzler

Brimmer Loft Theatre, Boston 

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Jo-Anne Kulibaba; Figurinos: E. Catherine Zall; Luz: Erika Kissam; Som: Graça Corrêa; Direcção técnica: Kevin Gallagher; Guião do casal contemporâneo: Collen Shea; Produção executiva: ArtCom; Produção e financiamento: Emerson College; Com: Aaron Rath, Brendan Ferguson, Britt Erickson, Cedric Vallet, Charlotte Melen, John Beard, Kara Wenham, Lara Goodwin, Matthew Ellis, Paul Fraley, Stacy Fisher, Sylvia Desrochers.

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Sexo e morte compartilharam uma estranha co-existência na sociedade Vienesa do final do século XIX, sendo um tema subjacente a múltiplas obras de arte, literatura e psicanálise. Arthur Schnitzler, nesta peça polêmica – banida como obscena até 1981 – revela-se um mestre na análise psicológica e crítica cultural, retratando o egoísmo no amor e os impulsos sexuais mais elementares, sob uma fachada virtuosa feita de convenções sociais ‘nobres’ e ‘elevadas’. Nesta produção em particular, a actualidade desses temas foi sublinhada pela introdução de um casal ‘andrógino’ contemporâneo, aparentemente assexual.

Outubro 1996

PARTY TIME de Harold Pinter

Circle Theatre, Emerson Stage, Boston 

Encenação e Espaço Cénico:

Graça P. Corrêa

FigurinosSusan Hollister; Luz: Valerie Cohen; Som: Mercedes Roman; Direcção técnicaKaren Stein; Produção executiva: ArtCom; Co-produção e financiamento: Emerson College; Com: Aaron Rath, Bryce Salisbury Lease, Jacob Cohen, Jill Nowak, Leah Verrill, Misti Wills, Roger Weisman, Sylvia Desrochers, Warin Epstein.

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Em Party Time, peça escrita em 1991, Pinter tem como alvo crítico o mundo dos donos do poder e a sociedade da “beautiful people” – incluindo não apenas os lacaios privilegiados desta máquina dominadora, mas também os homens e as mulheres que confortavelmente dirigem o curso dos acontecimentos e têm o poder de instituir a repressão e impôr a ordem com punho de ferro.

Março 1996

AUDIÇÃO MECÂNICA de Graça P. Corrêa

Auditório Carlos Paredes . Lisboa

Teatro Mirita Casimiro (TEC) . Cascais (reposição)

Encenação e Dramaturgia:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luís Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: João Paulo Xavier; Som: Pedro Moura; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Nuno Emanuel, Alexandra Freudenthal, Carla Andrade, Carmen Esteves, Elsa Branco, Eugénia Martins, Filipe Petronilho, Flávia Gusmão, Marco de Almeida, Paula Boavista, Paula Falcão, Sara Araújo, Sofia Marques, Tânia Rosado, Teresa Filipe, Vanessa Agapito.

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Treze jovens raparigas comparecem num casting para um filme. O realizador procura uma protagonista. O jogo começa. Ele interroga-as, ele manipula-as, ele envergonha-as, é indiscreto, é cruel. Ele é um artista solitário e desesperado. Elas são o labirinto das diferenças. Ele é o voyer. Elas são as poses, as impressões, os fragmentos do corpo feminino. O olhar dele regista, rejeita e elege. O que é que este homem procura? Um rosto? Um corpo? Uma lágrima? Todos os segredos mais íntimos?

Agosto/Setembro 1995

O CONSTRUTOR (Bygmester Solness) de Henrik Ibsen

Grupo Teatro Hoje – Teatro da Graça

Encenação e Dramaturgia:

Graça P. Corrêa

Tradução: Elisa Lisboa; Cenografia: José Manuel Castanheira; Ass. Cenografia: Luis Mouro; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz e Som: Ruka Marcelino; Operação de Som: Pedro Moura; Montagem: Mário Correia; Produção: Grupo Teatro Hoje; Financiamento : Secretaria de Estado da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Augusto Leal, Cristina Carvalhal, Helena Flôr, Isabel de Castro, Manuel Mendes, Mário Jacques, Mário Pereira.

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Um clássico de Ibsen que reflecte sobre uma multiplicidade de grandes temas, como o individualismo e a vontade de poder, o destino e como nós o traçamos pelos nossos actos, o confronto entre gerações, as atrações físicas e espirituais, a arte, a ciência e o sobrenatural.

Outubro 1993

 

GILLES DE RAIS de Graça P. Corrêa

Comuna – Teatro de Pesquisa

Encenação e Dramaturgia:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Ass. Cenografia: Álvaro Pina; Figurinos: Rafaela Mapril; Luz: Jorge Barata; Som: José Pedro Caiado; Produção: Associação Estudantes, ESTC; Com: Ana Saragoça, Andreia Oliveira, Ângela Bárrio, António Fontinha, Artur Pestana, Carlos Aurélio, Carlos Pessoa, Eva Cabral, Fátima Cecílio, Graça Corrêa, Isabel Simões, João Didelet, João Nunes, Jorge Parente, Julio Martin, Manuela Pedroso, Marina Albuquerque, Rosa Alexandre, Rui Resende, Victor Freitas, Vitor Santos, um cão.

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Na transição da Idade Média para o Renascimento, duas figuras contraditórias destacam-se como expoentes do final de uma época e de toda uma ordem social e espiritual. Joana d’Arc, uma jovem rapariga do povo  ‘iluminada por Deus’ que morreu queimada na fogueira da Inquisição por heresia (e também por razões políticas); e Gilles de Rais, um senhor feudal ‘maldito’, ligado aos poderes ocultos, assassino de centenas de crianças, julgado e enforcado pelos seus crimes (e também por razões políticas). Misturando facto e ficção, a peça cruza a história dos dois, que lutaram lado a lado contra os invasores Ingleses, com a de diversos outros personagens reais seus contemporâneos, numa trama reveladora de factos usualmente omissos da historiografia ‘oficial’.

Julho 1990