SELVAGENS (Savages) de Christopher Hampton

CCB – Centro Cultural de Belém

Tradução, Dramaturgia e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Desenho de Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Apoio Coreográfico: Águeda Sena; Assistentes de Produção: Melânia Ramos e Ana Galamba; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Financiamento: Ministério da Cultura; Com: Cristina Carvalhal, António Rama, António Filipe, Luís Gaspar, Adriano Carvalho, Carlos Aurélio e Gonçalo Portela.

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A peça Selvagens foi inspirada em reportagens jornalísticas, documentários e estudos antropológicos sobre o Brasil e a questão da Amazónia. A acção principal desenrola-se em torno do confronto entre os valores humanistas de um poeta e diplomata inglês e as ideologias de um extremista brasileiro. Entre os dois desenvolve-se uma estranha aproximação, quase uma troca de papeis, que leva os espectadores a perceber a fina linha divisória que, em situações extremas, separa a democracia da barbárie. Em pano de fundo, a poesia da vida índia é o contraponto e o único testemunho de uma cultura irremediavelmente ferida.

Julho 2003

QUEIMA ISTO (Burn This) de Lanford Wilson

Teatro Nacional D. Maria II . Sala Estúdio 

Tradução e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Apoio às cenas de luta: Eugénio Roque; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Co-Produção: Teatro Nacional D. Maria II; Financiamento: Ministério da Cultura; Com: António Filipe, Elsa Galvão, Fernando Luís, Paulo Nery.

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Comédia dramática sobre relações improváveis, Queima Isto explora os caminhos pessoais e os riscos necessários de quem deseja empreender uma vida criativa. A acção desenrola-se num loft no Lower East Side em Manhattan, onde co-habitam Larry (artista publicitário) e Anna (bailarina e coreógrafa) cuja relação constitui o pano de fundo relacional da peça, entre um homem gay e uma mulher independente. O choque entre Burton (noivo de Anna) e Pale (seu amante ocasional) é o catalizador do conflito que irrompe quando pessoas vindas de mundo diferentes colidem. Ao explorar a natureza do erotismo, do sexo e do amor na cultura contemporânea, a peça desafia os actos quotidianos da vida a tornarem-se em gestos artísticos genuínos, para em seguida os dissipar, como quem “queima isto”.

Maio 2002

CÂMARA ARDENTE (The Hothouse) de Harold Pinter

Capital-Artistas Unidos

Tradução e Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz e Sonoplastia: Carlos Arroja; Pesquisa de Financiamentos: Pedro de Freitas; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: António Filipe, António Rama, Carlos Aurélio, Elsa Galvão, Gonçalo Portela, Pedro Matos.

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Comédia negra sobre o poder institucional, as suas perversões, as suas hierarquias, os jogos de poder mais ou menos subtis, as pulsões mais ou menos eróticas. Escrita em 1958, mas posta de parte para “posterior deliberação”, Câmara Ardente foi apresentada pela primeira vez em 1980, numa encenação do autor. Nas suas palavras: “É uma peça que tinha de ser escrita. Quando a escrevi poderia ter sido considerada uma fantasia. Mas agora tornou-se realidade. Trata-se de uma peça essencialmente acerca dos abusos da Autoridade.”

Outubro 2001

ELEANOR MARX de Graça P. Corrêa

CCB – Centro Cultural de Belém

Auditório do Bescénico (reposição)

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: Pedro Marques; Som: Carlos Arroja; Direcção Técnica: Paulo Cacheiro; Assistente de Produção: Teresa Rouxinol; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Co-Produção: Fundação das Descobertas / Centro Cultural de Belém; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Ana Lacerda, Ângelo Torres, António Filipe, Carlos Aurélio, Cristina Carvalhal, Elsa Galvão, Helena Flor, José Neves, Luciana Ribeiro, Pedro Carmo.

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Texto inédito que emergiu de uma pesquisa sobre a filha mais nova de Karl Marx. Baseando-se em factos reais, a peça revela instâncias da vida privada dos Marx, bem como de algumas personalidades conhecidas do círculo londrino nos finais do século XIX, como Bernard Shaw, May Morris, Paul Lafargue e William Thorne. Numa trama de teatro dentro do teatro, o texto contrapõe esta sociedade “fin-de siècle”, em que se discutem alternativas colectivas para a organização da sociedade, ao tempo presente, bastante mais individualista e pragmático.

Agosto/Setembro 1999

ZERO HORAS de Graça P. Corrêa

Palácio da Independência

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luis Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: João d’Almeida; Sonoplastia: Graça P. Corrêa; Fotografia: Pedro Soares; Assistente de produção: Eugénia Martins; Produção: ArtCom; Financiamento e apoios: Ministério da Cultura / Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Carla Chambel, Flávia Gusmão, Gonçalo Portela, Isabel Abreu, José António Alves, Marco d’ Almeida, Pedro Matos, Vanessa Agapito.

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Noite suspensa. Numa antiga mansão no norte de Portugal, rodeada por bosques centenários e presenças misteriosas, quatro homens e quatro mulheres inventam jogos de provocação para ocupar o tempo vazio. Compelidos a conviver num espaço fechado – uma antiga capela, lugar de sepultura dos antepassados – talvez não estejam tão sós como pensam, ou talvez os jogos sejam fatais. Um conto gótico da actualidade, da troca de atitudes sexuais, de estranhos acontecimentos e de uma possível morte.

Setembro 1998

MORTE E A DONZELA (Death and the Maiden) de Ariel Dorfman

Convento do Carmo – Universidade de Évora

Encenação e Espaço Cénico:

Graça P. Corrêa

Figurinos: Cendrev; Luz: Octávio Oliveira; Som: Miguel Cristiano; Produção executiva: Sonia Micaela; Produção: ArtCom; Co-produção: Universidade de Évora; Com: Ana Cavaco, Carlos Marques, Jaime Beja, Luís Proença, Melânia Ramos, Rita Ferreira, Sandra Santos.

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Nas palavras de autor “Um homem, cujo carro avaria na estrada, é ajudado por um estranho que o ajuda e o leva até sua casa. A esposa desse homem, acreditando que reconhece a voz do torturador que a violou alguns anos antes, durante a ditadura, sequestra-o e decide fazer-lhe um julgamento. O que acontece quando as mulheres tomam o poder?” Numa altura em que o general Pinochet estava a ser processado pelo seu passado, esta produção da peça de Ariel Dorfman provou ser uma experiência enriquecedora para os actores e espectadores portugueses, tendo promovido um debate sobre as consequências sociais profundas e os difíceis processos de transição após um longo período de ditadura.

Junho 1998

LA RONDE de Arthur Schnitzler

Brimmer Loft Theatre, Boston 

Encenação:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Jo-Anne Kulibaba; Figurinos: E. Catherine Zall; Luz: Erika Kissam; Som: Graça Corrêa; Direcção técnica: Kevin Gallagher; Guião do casal contemporâneo: Collen Shea; Produção executiva: ArtCom; Produção e financiamento: Emerson College; Com: Aaron Rath, Brendan Ferguson, Britt Erickson, Cedric Vallet, Charlotte Melen, John Beard, Kara Wenham, Lara Goodwin, Matthew Ellis, Paul Fraley, Stacy Fisher, Sylvia Desrochers.

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Sexo e morte compartilharam uma estranha co-existência na sociedade Vienesa do final do século XIX, sendo um tema subjacente a múltiplas obras de arte, literatura e psicanálise. Arthur Schnitzler, nesta peça polêmica – banida como obscena até 1981 – revela-se um mestre na análise psicológica e crítica cultural, retratando o egoísmo no amor e os impulsos sexuais mais elementares, sob uma fachada virtuosa feita de convenções sociais ‘nobres’ e ‘elevadas’. Nesta produção em particular, a actualidade desses temas foi sublinhada pela introdução de um casal ‘andrógino’ contemporâneo, aparentemente assexual.

Outubro 1996

PARTY TIME de Harold Pinter

Circle Theatre, Emerson Stage, Boston 

Encenação e Espaço Cénico:

Graça P. Corrêa

FigurinosSusan Hollister; Luz: Valerie Cohen; Som: Mercedes Roman; Direcção técnicaKaren Stein; Produção executiva: ArtCom; Co-produção e financiamento: Emerson College; Com: Aaron Rath, Bryce Salisbury Lease, Jacob Cohen, Jill Nowak, Leah Verrill, Misti Wills, Roger Weisman, Sylvia Desrochers, Warin Epstein.

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Em Party Time, peça escrita em 1991, Pinter tem como alvo crítico o mundo dos donos do poder e a sociedade da “beautiful people” – incluindo não apenas os lacaios privilegiados desta máquina dominadora, mas também os homens e as mulheres que confortavelmente dirigem o curso dos acontecimentos e têm o poder de instituir a repressão e impôr a ordem com punho de ferro.

Março 1996

AUDIÇÃO MECÂNICA de Graça P. Corrêa

Auditório Carlos Paredes . Lisboa

Teatro Mirita Casimiro (TEC) . Cascais (reposição)

Encenação e Dramaturgia:

Graça P. Corrêa

Cenografia: Luís Balula; Figurinos: Maria Gonzaga; Luz: João Paulo Xavier; Som: Pedro Moura; Fotografia: Pedro Soares; Produção: ArtCom; Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian; Com: Nuno Emanuel, Alexandra Freudenthal, Carla Andrade, Carmen Esteves, Elsa Branco, Eugénia Martins, Filipe Petronilho, Flávia Gusmão, Marco de Almeida, Paula Boavista, Paula Falcão, Sara Araújo, Sofia Marques, Tânia Rosado, Teresa Filipe, Vanessa Agapito.

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Treze jovens raparigas comparecem num casting para um filme. O realizador procura uma protagonista. O jogo começa. Ele interroga-as, ele manipula-as, ele envergonha-as, é indiscreto, é cruel. Ele é um artista solitário e desesperado. Elas são o labirinto das diferenças. Ele é o voyer. Elas são as poses, as impressões, os fragmentos do corpo feminino. O olhar dele regista, rejeita e elege. O que é que este homem procura? Um rosto? Um corpo? Uma lágrima? Todos os segredos mais íntimos?

Agosto/Setembro 1995